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Clínica M, especializada em Medicina Fetal e Obstetrícia

Ultrassom 3D e 4D

29 de junho de 2017

É de se esperar certa ansiedade por parte dos pais para ver o bebê pela primeira vez no ultrassom. Entretanto, não raro, essa ansiedade se transforma em certa frustração, pela incapacidade dos pais, não familiarizados com os princípios físicos do ultrassom, de distinguir o rostinho do bebê naquela imagem borrada, sem muita definição. O problema é que, para o ultrassom, o bebê é transparente: o ultrassom comum é capaz de “atravessar” o bebê, fazendo com que os pais vejam seus ossos e órgãos internos, ao invés da pele.

Nos últimos anos, um tipo especial de ultrassom, o ultrassom 3D, tem ganhado popularidade, devido à maior nitidez e realismo de suas imagens. Esse tipo de ultrassom, tão seguro quanto o ultrassom comum (2D), mostra o bebê em 3 dimensões. A imagem na verdade, é formada por uma composição de imagens bidimensionais. Nele, o que se enxerga é a pele que cobre o bebê, tornando o exame bem mais interessante para os pais. Detalhes como o formato do nariz e da boca, entre outros, podem ser vistos, permitindo, aos mais espirituosos, até especular com qual dos pais ele se parece mais

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O ultrassom 4D é apenas um ultrassom 3D visto em tempo real, no qual os movimentos do bebê podem ser observados. Eventualmente, movimentos de abrir e fechar a boca, ou colocar a mão na boca podem ser observados. É possível ainda gravar o vídeo do exame, permitindo aos pais revê-lo, no conforto de sua casa e na presença dos demais membros da família.

Do ponto de vista médico, entretanto, os benefícios dos ultrassons 3D ou 4D, em relação ao ultrassom comum, são limitados. Em casos muito pontuais, podem ser úteis para mostrar mais detalhes de alguma malformação detectada (geralmente malformações fetais externas, como malformações faciais ou de extremidades). Na grande maioria dos casos, entretanto, não há indicação para a sua realização. Sem justificativa médica, os convênios não cobrem o procedimento, onerando a paciente.

A melhor fase para fazer um ultrassom 3D ou 4D é entre 26 e 30 semanas de gestação. Antes disso, embora imagens do rosto do bebê possam ser obtidas, elas ainda não são muito bonitas, pois o pouco tecido adiposo sob a pele, torna os ossos do rosto muito visíveis e a imagem é praticamente a do esqueleto do feto. Depois de 30 semanas, embora se possa, eventualmente, obter imagens boas, isso vai se tornando cada vez mais difícil, pois o espaço dentro do útero vai ficando reduzido e o rosto do bebê, com muita frequência, fica encoberto.

Importante também é estar ciente de que nem sempre as imagens vão sair tão bonitas e claras como gostaríamos. Tudo depende da posição em que o bebê se encontre. A posição ideal é quando ele está com o rosto virado para fora da barriga, com bastante líquido amniótico na frente e sem a interferência do cordão umbilical. Se o rosto do bebê estiver virado para as costas da gestante ou se estiver muito próximo da parede do útero, a imagem pode não ficar tão nítida.

Se for de interesse da gestante ver o rosto do bebê com mais detalhes, talvez valha a pena pagar à parte por esse tipo de ultrassom, habitualmente mais caro que o ultrassom tradicional.

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