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Clínica M, especializada em Medicina Fetal e Obstetrícia

Quando e como saber o Sexo do Bebê

10 de julho de 2017

Assim que o casal descobre que a mulher está grávida, a primeira pergunta que vem à cabeça é: é menino ou menina? Se nos tempos dos nossos avós era preciso esperar até o dia do nascimento para saber o sexo do bebê, nos dias atuais, graças aos avanços tecnológicos, essa pergunta pode ser respondida já no início da gestação.

Existem algumas formas de saber o sexo do bebê durante a gestação, sendo o ultrassom e a sexagem fetal os mais conhecidos. Vamos falar de forma resumida de alguns desses métodos.

a) Ultrassom
Nos dias atuais, o ultrassom é o método mais utilizado para se identificar o sexo fetal. É um exame simples, barato (ao menos quando comparado aos outros métodos), indolor e sem riscos para a mãe e o feto. A avaliação do estado de saúde da mãe e do bebê pelo ultrassom faz parte do pré-natal de rotina, sendo a determinação do sexo fetal apenas uma de suas dezenas de utilidades.

A técnica utilizada para a determinação do sexo do bebê pela ultrassonografia é relativamente simples, consistindo na identificação do órgão sexual entre suas pernas. O problema é que, apesar da diferenciação da genitália começar ao redor da 6ª semana de gravidez, antes da 16ª semana é muito difícil dizer, através da imagem do ultrassom, se esse órgão sexual é um pênis ou uma vulva.

A posição do bebê dentro do útero é essencial para que o médico consiga ter imagens claras e possa definir o sexo fetal. Mesmo a genitália do bebê estando completamente formada, se a posição dele não for favorável, o médico pode não conseguir um ângulo adequado para avaliá-la. A experiência do médico e a qualidade do aparelho de ultrassom também são fatores importantes na identificação do sexo fetal.

Quando o bebê é um menino, costuma ser mais fácil e, mesmo com 12 semanas, já pode ser possível determinar o sexo fetal. Porém, nessa fase da gestação, quando o médico não consegue ver o pênis, não significa, necessariamente que se trata de uma menina: o pênis pode estar lá e não ter sido visto por uma inadequação do ângulo utilizado.

A partir da 16ª semana, a genitália costuma estar bem formada e a taxa de acerto do ultrassom é próxima de 97%. Porém, mesmo nesta idade gestacional, é possível haver dúvidas, principalmente se a posição do bebê não for a mais adequada. Nesses casos, a determinação do sexo fetal acaba ficando para um ultrassom posterior, com a gravidez mais avançada.

Apesar da elevada taxa de acerto, o ultrassom pode errar o sexo do bebê, pois é um exame que depende da interpretação do médico ultrassonografista e das imagens obtidas durante o exame. Embora o erro possa acontecer para os dois sexos, na maioria das vezes, meninos são, equivocadamente, identificados como meninas.

b) Sexagem fetal
A sexagem fetal é um exame que tem se tornado bastante popular nos últimos anos. Ele é feito através da coleta de sangue da mãe para pesquisa do DNA do feto. Isso é possível pelo fato de que algumas células fetais atravessam a barreira placentária e atingem a circulação sanguínea materna.

A lógica da utilização desse exame na determinação do sexo do bebê é bem simples. Em situações normais, nós possuímos 23 pares de cromossomos, sendo um desses pares, de cromossomos sexuais. Esse par de cromossomos sexuais é formado por 2 cromossomos X, no caso das mulheres, e por um cromossomo Y e um cromossomo X, no caso dos homens. A sexagem fetal procura exatamente esse cromossomo Y no sangue da mãe. Como as mulheres não possuem o cromossomo Y no seu material genético, se o exame encontrar um cromossomo Y, salvo em situações especiais, ele só pode ser do feto (o bebê é um menino). Por outro lado, se não for identificada a presença do cromossomo Y no sangue materno, é porque o bebê é uma menina.

Antes da 8ª semana de gestação, pode não haver ainda quantidades suficientes de DNA fetal no sangue materno para a identificação do cromossomo Y, levando falsamente ao resultado de sexo feminino. Após esse período, a taxa de acerto da sexagem fetal é superior à do ultrassom, atingindo cerca de 99%. Entretanto, diferentemente do ultrassom, é um teste que só serve para a determinação do sexo fetal, além de ser um exame significativamente mais caro.

No caso de gestações gemelares, o teste tem limitações. Se não forem encontrados cromossomos Y, é porque os 2 bebês são meninas. Entretanto, se algum cromossomo Y for encontrado, apenas dá para saber que, ao menos um dos fetos é menino, não sendo possível determinar o sexo do outro bebê.

c) Exames genéticos invasivos
Outros exames nos quais o sexo fetal é revelado são os exames invasivos que, por implicarem em um pequeno risco (1%) de aborto espontâneo, somente são recomendados quando há suspeita de algum problema com o feto. São eles: a biópsia de vilo corial, realizada entre a 11ª e a 14ª semanas de gestação, e a amniocentese, realizada a partir da 15ª semana gestacional. Como nesses exames é feita a análise do material genético do bebê, a taxa de acerto é de praticamente 100%.

d) Teste de urina de farmácia
Trata-se de uma tecnologia relativamente nova no Brasil, mas já presente em outros países há algum tempo. É um teste de farmácia, semelhante ao teste urinário de gravidez. É feito com reagentes ao cromossomo masculino (cromossomo Y). Se esse cromossomo for identificado (indicando que o bebê é um menino), a urina fica verde. Caso contrário (o cromossomo Y não foi identificado, indicando que o bebê é uma menina), a urina fica laranja.

Sua grande vantagem é a comodidade de se realizar o exame em casa e a rapidez do seu resultado (a leitura se dá após apenas 10 minutos), além de poder ser feito a partir da 10ª semana de gestação. O problema, além do alto custo, é a possibilidade de erro no resultado. De acordo com o fabricante, o teste tem eficácia em torno de 90%. O resultado não é confiável se a mulher estiver usando hormônios, como a progesterona, e a eficácia também não é boa em caso de gêmeos.

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